
Arte: Carolina de Carvalho

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carol
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Acordei em brancas nuvens.
A culpa do mundo não me convém.
O amor ao qual pertenço,
Me invade por inteira.
Estranhos se dividem,
Me isento de ódio.
Na palma da mão
Os caminhos brilham.
Pingam-me nos olhos
Lágrimas de alguém.
Sigo um feixe de luz,
À ponta dos cabelos...
Pra que escrevo senão para meu próprio ego.
foto: http://www.flickr.com/photos/anarchos/3472767015
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carol
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14:40
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Que queres de mim?
Chega manso,
Vestido de branco,
Sorriso de lado,
Constrói brincadeira
,
Toca viola,
Canta bonito,
Que nem Arlequim.
Que queres de mim!?
Sou eu a sereia,
Encanto quem quero,
Morreste na areia,
Foi este seu fim.
foto: Mermaid of Stanley Park; http://www.flickr.com/photos/januszbc/2620114305/
poesia: Carolina de Carvalho - 2006
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carol
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Centro o certo.
Espaço exato.
Na resposta.
O abstrato.
foto: http://www.flickr.com/photos/fine_settimana/2301823340/
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carol
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Num lugar da vida,
A boca delicada,
Do beijo de mel,
Me fez Iracema...
Índia, linda, desejada.
Por ira, ou por pena.
No lugar da vida,
A doce pluma,
Faz versos ao léu.
Poesia: Carolina de Carvalho
Pintura: Diego Rivera - "Desnudo con Alcatraces" (1944) - Óleo sobre fibra dura, 157x124cm.
* "O Vinho de Jurema" é o alucinógeno da tribo dos Tabajaras no Romance " Iracema" de José de Alencar , 1865.
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carol
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"Piccolissima Serenata" - Teddy Reno, acompanhado pelo '2X2' quarteto.
De: Totò, Vittorio e la dottoressa (1957).
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carol
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Capa para o programa do espetáculo "Liz" - Teatro dos Satyros.
Foto: André Porto
Arte: Carolina de Carvalho
Estreia dia 08 de Maio no Sesc Paulista!
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carol
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Deixo a Lua seguir seu curso…Durmo!
Como um anjo que seduz o silêncio.
Durma você também...
Pintura: Salvador Dali - Galatea of the Spheres (Galatee aux Spheres) 1952, Oil on canvas 65 x 54 cm Fundacion Gala-Salvador-Dali, Figueras, Spain.
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carol
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carol
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13:23
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Sobre flores...
Sobre cuidado...
Sobre sorriso...
Sobre encontro...
Sobre silêncio...
Sobre desejo...
Sobre um,
Sobre outro.
Imagem: Hundertwasser - 1996 - "Who Has Eaten All My Windows"
www.hundertwasser.de
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Volto a ser um Eu único.
Modelo empírico de mim.
Corro pro espelho,
Brilho e instante.
Olhares cruzados...
Volto a ser um Nós.
Único modelo em mim.
Poesia: Carolina de Carvalho - 2007
Xilogravura: Rubem Grilo - Auscultador de pensamentos, 1999
12,7 x 17,5 cm - http://www.artepadilla.com.br/rubemgrilo
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carol
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Vejo-te só a ti no azul dos céus,
Olhando a nuvem de oiro que flutua...
Ó minha perfeição que criou Deus
E que num dia lindo me fez sua!
Nos vultos que diviso pela rua,
Que cruzam os seus passos com os meus...
Minha boca tem fome só da tua!
Meus olhos têm sede só dos teus!
Sombra da tua sombra, doce e calma,
Sou a grande quimera da tua alma
E, sem viver, ando a viver contigo...
Deixa-me andar assim no teu caminho
Por toda a vida, Amor, devagarinho,
Até a Morte me levar con.. sigo
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"Cansei de Tomar Fanta" de Alberto Guzik
direção Daniel Tavares
com Cléo De Páris e Fábio Penna
Estréia 17 de março às 22:30 hs - até 14 de abril
Espaço do Satyros 1 - Praça Roosevelt, 214 - fone 3258.6345
20,00 (meia 10,00) - duração 30 min. - realização Os Satyros
Pode ser visto também no www.teatroparaalguem.com.br
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carol
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Apaziguo a ansiedade
Que arranha a garganta.
Ouço a revoada
Das maritacas na janela.
Por alguns instantes,
Desisto de ser atéia.
Foto: Como não descobri de quem é a foto, vai o link...
http://programadefestas.wordpress.com/2008/02/03/carnaval-de-veneza-sensation/
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carol
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P.S.: Por alguma estranha razão, há pessoas que não conseguem visualizar o post, que nada mais é do que uma caixinha para ouvir música...antes que achem que postei um título e nada mais (não é uma má idéia, mas não é o caso, ainda...) deixo o link :
Quem me vê sorrindo - Cartola
http://www.goear.com/listen.php?v=cd51361
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Página de Catálogo para o Espetáculo Romance, Vol.II - de Marisa Orth.
Foto: Priscilla Prade
Arte: Carolina de Carvalho
Em breve...perto de você!
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A Iara, de João Guimarães Rosa
Foto: Esxposição 'My voice, my life' - de Marcela Haddad - em Londres.
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Caminhando e procurando,
A serenata,
Que um dia, de leve, vibrou.
Passeando e procurando,
As leves asas,
Que alguém, por diversão, levou.
Caminhando,
Passo e ando.
No silêncio da procura,
Leve, eu sou.
foto: Katarina Sokolova
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carol
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2009 - Finalmente depois de 4 anos, uma parte do Monumento aos Lanceiros Negros, será construída ( post - Senta que lá vem história...)


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Nave
Ave
Moinho
E tudo mais serei
Para que seja leve
Meu passo
Em vosso caminho.
Poema: Hilda Hilst; Foto: Josep Olivella
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PERCEBER - por Iris Vieira Motta Mello
De repente, num repente
Certo alguém
Pediu passagem
Nem parou
Nem esperou
A resposta
Não recebeu
Ou não percebeu
Porque perceber
É no viver
O maior saber.
A poesia é da minha querida tia-avó, Iris. Foto: Lineu Filho, intitulada "Beija-flor na grade é beleza em liberdade."
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P.S.: Para meu pai - A música que me faz chorar... a história fica para outro dia...
P.S. 2: Por alguma estranha razão, há pessoas que não conseguem visualizar o post, que nada mais é do que uma caixinha para ouvir música...antes que achem que postei um título e nada mais (não é uma má idéia, mas não é o caso, ainda...) deixo o link :
What a difference a day made -
http://www.goear.com/listen.php?v=d1c61c1
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A vista lá de casa é a mais linda do mundo,
Veio com a cidade, um sorriso, e você junto.
Ah… a vista lá de casa…
Tem meu coração também.
Desenhado com seu traço.
Cravado bem no fundo.
Ah…a vista lá de casa…
É a mais linda do mundo.
Temporal em SP : As fotos foram tiradas nesta sequência, durante aproximadamente 10 minutos e estão sem efeitos ou ajustes de cor.
fotos e poesia: Carolina de Carvalho - 2008
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...
Luas claras na varandas
Jardins de sonho e cirandas
Foguetes claros no ar
Que mistério tem Clarice
Que mistério tem Clarice
Pra guardar-se assim tão firme, no coração
...
Mas Clarice
Era a inocência
...
Fez-se modelo das lendas
Das lendas que nos contaram as avós
Que mistério tem Clarice
Que mistério tem Clarice
...
pintura: Henri Matisse, Gold Fish, 1911
música: Caetano Veloso, José Carlos Capinam
para ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=MalkQS5ECyc
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No céu,
O laranja torna rosa,
O azul brinca de ser lilás.
Tons saltam.
Nós, estáticos.
A euforia tranquila
Do peito compassado.
Sabor de gotículas d’água
Suspensas no ar.
No reino de Afrodite,
Somos como Hilda Hilst.
“Um arco-íris de ar,
Em águas profundas".
poesia: Carolina de Carvalho - foto: Zena Holloway (www.zenaholloway.com)
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Hoje tinha uma coisa
Pra te mostrar. Pra te dizer.
Pra te cantar. Pra te comer.
Hoje tinha essa coisa de sorrir.
Sorri.
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Se quiser saber de mim,
Estou cá na janela.
Vendo a garoa fina,
Coroar o dia cinzento.
Se quiser saber de mim,
Tenho frio.
Não sei se vem da rua,
Ou de dentro.
Se quiser saber de mim,
Vem pra janela,
Muda o dia!
Traz sossego,
Pra onde só há vento.
Se quiser saber de mim…
" Blue Dancers " - Edgard Degas ( 1899 )
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Uma entre tantas.

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Borboletas na barriga,
Num vai e vem sem fim.
Frenéticas!
Estreitam a garganta,
À espera da hora certa.
foto: Helmut Newton; poesia: Carolina de Carvalho - 2005
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Can we get high and not fall?
Stop what you're doing,
Before it gets all out of hand.
Let’s just have a nice cup of tea...
Before the end.
Even the shinning Moon,
Even the bright Sunset,
Can’t pay the price
Of our wonderful laugh.
The beauty of poetry is well worth.
A certain beauty about being free…
Maybe that’s why you can’t hold me.
Maybe there’s nothing to be.
…So…Let’s just have a nice cup of tea...
Almost a Song...Carolina de Carvalh0 - 2006
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A história da menina e da aquarela,
da água, da tinta e da janela…
A menina na janela,
Coloriu e sorriu,
Amarelo de sol,
No cinza do frio.
Chorou e fugiu.
A menina na janela,
Fez chover na aquarela.
E a tal história;
Da menina e da aquarela;
Da água, da tinta e da janela…
Já era.
poesia: Carolina de Carvalho - foto: Claudio Marcelo Kornfeld
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Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?
Composição: Chico Buarque / Sivuca - foto: Chico em 2008
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Falar só por falar,
Sem pensar pra quê.
Blábláblá sem nexo,
Depois o dia amanhece,
E a gente esquece,
Aquilo tudo de dizer.
Volta, simplesmente,
A ler e reler...
poesia: Carolina de Carvalho - foto: Zena Holloway (www.zenaholloway.com)
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show: Muppet Beaker sings Yellow by Coldplay
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Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.
poema: Oswald de Andrade ; foto: Eu, morrendo de frio!!
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